Algumas de nossas atrizes fizeram apenas uma aparição no cinema nacional, mas ainda assim marcaram época e deixaram seus nomes inscritos na história de nossa cinematografia. Entre elas está a bela Eva Schnoor, uma estrela dos anos 20.
Filha de família tradicional e amante das artes, Eva Schnoor foi, desde cedo, estimulada pela mãe para desenvolver seus dotes artísticos. Em 1926/27, o CNE – Circuito Nacional dos Exibidores realizou um concurso de beleza para promover seus filmes e Eva Schnoor saiu vencedora – ao lado de Adalgisa Bueno Ormerod, conforme registro em `Quase Catálogo 3 – Estrelas do Cinema Mudo Brasil’, organizado por Heloísa Buarque de Hollanda. Logo após esse concurso, o cineasta e jornalista Adhemar Gonzaga escolhe Eva Schnoor para protagonizar seu primeiro filme como diretor, o clássico Barro humano. No filme, o maior sucesso do cinema brasileiro até então, a atriz interpreta Helena, uma mulher sedutora que faz par com o ator Carlos Modesto, em elenco feminino estelar que conta ainda com as musas Lelita Rosa, Gracia Morena, Carmen Violeta, Gina Cavalieri e Taciana Rey.
Eva Schnoor acaba se apaixonando por seu parceiro de cena, Carlos Modesto, com quem vem a se casar e abandona a promissora carreira, mesmo sendo amplamente elogiada pela sua interpretação. Depois de Barro humano, Adhemar Gonzaga funda a Cinédia, importante estúdio de cinema que realizará obras fundamentais.
Filmografia
Barro humano, 1929, Adhemar Gonzaga.
Fonte/Foto:"50 Anos de Cinédia", de Alice Gonzaga