Rosita Thomaz Lopes
*01 de junho de 1920, +09 de março de 2013 - *Rio de Janeiro - RJ
Rosita Thomaz Lopes estreou como atriz com quase 40 anos, e daí não parou mais, com trabalhos no teatro, na televisão e no cinema.
Rosita Thomaz Lopes começou a carreira artística no teatro – primeiro com Maria Clara Machado, depois ingressando na companhia de Tônia Carrero, Adolfo Celi e Paulo Autran, na qual estreou em 1961 com a peça Castelo na Suécia. A partir daí atua em vários espetáculos, como as produções da Companhia Carioca de Comédias, e, anos depois, em sucessos como As lágrimas amargas de Petra Von Kant, protagonizada por Fernanda Montenegro. Filha de diplomata, como estreou com quase 40 anos, com sua voz grave e sua elegância natural, a atriz não fez a mocinha e muitas vezes interpretou mulheres ricas. Seus primeiros trabalhos na televisão são A morta sem espelho e Pouco amor não é amor, ambos de 1963. Depois atua em várias novelas, em trajetória que vai até 2000 com a novela Força de um desejo, de Gilberto Braga, Alcides Nogueira e Sérgio Marques. Braga vai escalar a atriz muitas vezes para suas novelas: Brilhante (1981/82), Louco amor (1983), Pátria minha (1994). A estreia no cinema se dá em Com água na boca (1956), do mestre J.B. Tanko.
Mesmo com atuação intensa em novelas e nos palcos, o cinema será constante na carreira da atriz. Ela marcará presença em produções de cineastas de movimentos e escolas diversos, como os diretores do Cinema Novo Leon Hirszman, em Garota de Ipanema (1967), e Nelson Pereira dos Santos, em El justiceiro (1967); um Júlio Bressane quase às portas do Cinema Marginal em Cara a cara (1968); a comédia de costumes erótica com Alberto Pieralisi, em Um marido sem... é como um jardim sem flores (1972); o horror com Carlos Hugo Christensen em Enigma para demônios (1974); o cinema infantil com Os três mosqueteiros trapalhões (1980), de Adriano Stuart; e o cinema engajado de Sérgio Bianchi, em A causa secreta (1994). Rosita Thomaz Lopes faleceu com 92 anos.
Filmografia
Com água na boca, 1956, J. B. TankoSangue na madrugada, 1964, Jacy CamposEncontro com a morte, 1965, Arthur DuarteGarota de Ipanema, 1967, Leon HirszmanEl justiceiro, 1967, Nelson Pereira dos SantosMar corrente, 1967, Luiz Paulino dos SantosCara a cara, 1968, Júlio BressaneOs viciados, episódio A trajetória, 1968, Braz ChediakPobre príncipe encantado, 1969, Daniel FilhoIpanema toda nua, 1971, Líbero MiguelUm marido sem... é como um jardim sem flores, 1972, Alberto PieralisiO descarte, 1973, Anselmo DuarteEnigma para demônios, 1974, Carlos Hugo ChristensenA lira do delírio, 1973/78, Walter Lima Jr.Os três mosqueteiros trapalhões, 1980, Adriano StuartFaca de dois gumes, 1989, Murilo SallesStelinha, 1990, Miguel Faria Jr.A causa secreta, 1994, Sérgio Bianchi
