Ano 16

Entrevista com o pesquisador Rafael Spaca

Crédito: Rogério Takashi
Atualização: No dia 14 de setembro, a partir das 18h, a Editora Laços lança mais um olhar carinhoso e importante para outra musa amada da Boca do Lixo: "Vanessa Alves - Coletânea de Imagens e Palavras".
No Centro Universitário Belas Artes, rua Dr. Álvaro Alvim, Vila Mariana - São Paulo - SP.


Rafael Spaca é um grande parceiro do cinema brasileiro, sobretudo do resgate da memória do  cinema popular da Boca do Lixo. Nascido em São Paulo em 29 de outubro de 1980, é graduado em Rádio, TV e Multimídia pela Universidade Metodista de São Paulo, e pós-graduado em Teorias e Práticas da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. Lá defendeu o TCC Márcia Ferro na boca do povo: o perfil biográfico da maior expoente do cinema de sexo explícito no Brasil

Diretor Cultural na Editora Laços, Rafael Spaca está à frente de lançamentos de biografias importantes: Nicole Puzzi, José Adalto Cardoso, Vanessa Alves, Zilda Mayo, Débora Muniz. A próxima é sobre Zaira Bueno, Banho de América, uma das musas amadas da Boca do Lixo, que vive atualmente nos Estados Unidos, mas vem ao Brasil para o lançamento no próximo dia 25 de agosto.

Rafael Spaca conversou com o Mulheres do Cinema Brasileiro por email e fala sobre sua trajetória, sua pesquisa, sobre o cinema popular e a produção de sexo explícito, sobre os lançamentos, e muito mais.


Mulheres do Cinema Brasileiro: Como surgiu sua paixão pelo cinema? Foi pelo cinema em geral ou particularmente pelo cinema brasileiro?

Rafael Spaca: A paixão vem desde a infância. É na infância que se molda a persona, é a fase mais importante da vida de todo ser humano. Os Trapalhões foram os principais responsáveis pela minha paixão no cinema. Depois comecei a me interessar por cinema estrangeiro, especialmente as produções hollywoodianas como Indiana Jones.  A partir da adolescência comecei a me interessar por críticas, lia reportagens em jornais e meu campo de interesse foi indo além dos filmes, procurava me aprofundar mais. Sempre me interessei, sempre busquei mais.  Meus pais me proporcionaram o acesso a tudo isso. Desta maneira, a infância foi meu primeiro momento de fruição cinematográfica. 

MCB: Quando e como se deu seu interesse pelo cinema popular da Boca do Lixo?

RS: O meu interesse maior é pela história, pelas pessoas que construíram essa história. Não conseguia entender o sentido daquele movimento todo ser motivo de preconceito. A Boca do Lixo produziu muitos filmes ruins, mas produziu muita coisa boa também. Assim como a Chanchada, a Vera Cruz, a Atlântida, o Cinema Novo e a Retomada. Comecei a ter uma percepção que esse preconceito atingia também os profissionais que ali trabalharam e aí iniciei, por conta própria, uma pesquisa para elucidar (pra mim mesmo) isso. 

É interessante notar que hoje a Boca do Lixo é uma das fases do nosso cinema mais estudadas no meio acadêmico: são produzidas teses e monografias aos montes (tenho sido consultado por estudantes de São Paulo, Minas Gerais, da região norte e nordeste). O distanciamento histórico entre o fato e a pesquisa permite uma reavaliação equilibrada da Boca do Lixo. Isso é muito positivo. 

Hoje a Boca do Lixo é cult.

MCB: Você tem uma monografia apresentada na Cásper Libero sobre o cinema explícito na Boca do Lixo a partir da trajetória da Márcia Ferro - Márcia Ferro na boca do povo: o perfil biográfico da maior expoente do cinema de sexo explícito no Brasil. Como se deu essa escolha pelo tema e pela personagem?

RS: A trajetória de Márcia Ferro faz, à perfeição, o paralelo com o sexo explícito na Boca do Lixo. Sua carreira começa e acaba nesta fase curta (nem dez anos), porém expressiva e pouca estudada da nossa filmografia. A simbologia é muito forte.  

Considero o sexo explícito na Boca do Lixo a fase mais “maldita” de toda nossa história fílmica. Não há quase nada a respeito, muitas das pessoas que participaram se negam a falar e até renegam em suas vidas essa fase. 

Me impus esse desafio: falar de algo que as pessoas não querem falar. Estudar, tentar entender a razão. Com muita dificuldade consegui entrevistar quase quarenta profissionais que trabalharam nesta fase para montar o painel. O trabalho obteve nota máxima.

MCB: Fale um pouco sobre o sexo explícito no nosso cinema.

RS: O sexo explícito na Boca do Lixo veio a reboque do estrondoso sucesso do filme Império dos Sentidos, do cineasta japonês Nagisa Oshima. Rafaelle Rossi, cineasta ítalo-brasileiro, com sua sensibilidade, entendeu que este filão (cinema + sexo explícito) seria o movimento do momento no cinema nacional e tempos depois, lançou Coisas Eróticas. Foi um divisor de águas. 

Esse filme praticamente sepultou o que vinha sendo produzido na Boca do Lixo
anteriormente (as pornochanchadas) e a produção da região se voltou para este gênero. Os filmes de sexo explícito atendiam todo o procedimento dos filmes convencionais, a única exceção eram as cenas de sexo. 

Os primeiros filmes se tornaram clássicos do gênero, depois, começou a apelação. Os filmes não tinham mais roteiro, era o sexo pelo sexo. Foi aí que começaram uma onda com zoofilia e outras aberrações. 

MCB: Pode-se dizer mesmo que Rafaelle Rossi teve sensibilidade? Ou foi tino comercial? Não podemos esquecer também do outro precursor da época, Viagem ao céu da boca, de Roberto Mauro.

RS: Foi sensibilidade. A história da produção deste filme, muito bem dissecada no livro Coisas Eróticas - A História Jamais Cantada da Primeira Vez do Cinema Nacional, de Denise Godinho e Hugo Moura, mostra o cuidado que Rafaelle Rossi teve com a sua ideia. Guardou segredo até o lançamento. Ao mesmo tempo que ele acreditava que o filme poderia ser a sua “reviravolta” no cinema (seus filmes anteriores nunca alcançaram grande sucesso), ele não fazia ideia do que poderia acontecer comercialmente.  O filme poderia ser proibido de ser exibido. Tudo poderia acontecer naquela época. A sensibilidade foi entender que aquilo poderia lograr êxitos pessoais. 

Viagem ao céu da Boca tem histórias ainda mais rocambolescas do que Coisas Eróticas. O filme foi produzido no mesmo ano (1981) que o Coisas Eróticas, mas só foi liberado em 1983, ou seja, perdeu uma grande chance de eclipsar esse lançamento. 

O curioso é a lenda a respeito destes dois filmes. Coisas Eróticas deu azar para parte da produção que trabalhou no filme, já Viagem ao céu da Boca, dizem, dá azar para quem o assiste. 

MCB: A produção dos filmes de sexo explícito e mais o VHS foram os principais responsáveis pelo desaparecimento da Boca -ainda que essa história do VHS seja curiosa, pois ele só foi se popularizar no Brasil muito tempo depois. Ainda assim você acha que valeu a pena a Boca mergulhar no gênero? 

RS: Não acredito nisso. O sistema da Boca do Lixo estava se esgotando. A produção de filmes de sexo explícito foram responsáveis pelo último suspiro, ajudaram a prolongar um pouco mais aquela “indústria”. O comportamento do público começou a mudar. A televisão se popularizou, a grade de programação atraia os telespectadores (com exibições de filmes, transmissões ao vivo de futebol e outros esportes), a violência na cidade, a construção de shoppings, o deslocamento urbano da população que sai do centro e se desloca para a periferia, mais o advento do videocassete (alugar um filme saia mais barato do que ir ao cinema), tudo isso contribuiu para o esfriamento dos cinemas de rua e consequentemente a falência da Boca do Lixo. 

São uma série de coisas. O fato do sexo explícito estar inserido naquele contexto pode dar essa impressão, mas a analogia está incorreta. Fosse a pornochanchada, a Boca do Lixo teria acabado do mesmo jeito. 

Faço uma pergunta: se a razão da extinção da Boca do Lixo fosse o sexo explícito, por que razão a Boca não voltou a produzir quando o sexo deixou de ser filmado por ali?

MCB: A maioria das musas do cinema da Boca do lixo se afastou com a introdução dos filmes desse filão, sendo Débora Muniz uma das exceções. Já Márcia Ferro começou e terminou sua carreira nessa época. Comente sobre isso.

RS: Débora Muniz tem um entendimento muito claro em relação a isso. Ela é uma atriz e se o cinema convergia para o sexo explícito, ela, como atriz, estava lá. Isso é magnífico! Ela se inseriu naquele enredo. 

Márcia Ferro surge no hiato deixado pelas outras grandes musas. Quase todas elas receberam convites para atuarem nos explícitos e recusaram, entendendo que aquilo era uma outra coisa, não cinema. O que também eu entendo. A partir desta recusa, surge uma nova geração de musas da Boca do Lixo que tem no sexo explícito a sua plataforma de trabalho. 

Quanto à Débora Muniz, estou produzindo a sua biografia (que deverá ser lançada no próximo ano quando a atriz completa quarenta anos de carreira) e neste livro ficará muito clara a sua ótica a respeito desta transição entre o sexo sugestivo e o escancarado. 

MCB: Muitos cineastas também se afastaram e Alfredo Sternheim foi talvez o único que assinou os filmes sem usar pseudônimo. Gostaria que falasse sobre isso também.

RS: Alguns cineastas tinham um entendimento que ia de encontro com o pensamento da Débora Muniz. Aquilo também era cinema. Fauzi Mansur, José Mojica, entre outros, foram nesta direção. Era a sobrevivência como artista que falava mais alto. Era o caminho que tinham que seguir, para muitos não havia outra perspectiva e isso precisa ser entendido.

Existe um preconceito rasteiro quanto a isso. Não vejo mal algum ter parte da sua trajetória artística ligada ao cinema de sexo explícito. 

Quantos aos pseudônimos, algumas atrizes também usaram esse artifício (Márcia Ferro e Débora Muniz eram algumas das exceções) em meio a outras que tinham receio dessa associação entre o seu nome e o ofício que estava realizando. 

Veja como é contraditório: o cineasta atua nos bastidores e alterar o nome permite a dissociação, mas e a atriz? No filme lá está ela, nua, com o corpo e o rosto expostos, mas nos créditos é uma outra pessoa...

MCB: Além da Márcia Ferro e da Débora Muniz quais são as outras grandes musas da fase do sexo explícito da Boca do Lixo?

RS: Destaco também Gisa della Mare, Bianchina Della Costa, Sandra Morelli, Sandra Midori, Eliane Gabarron e Vânia Bonier. 

MCB: Como vê essa outra geração da produção de filmes de sexo explícito dos últimos tempos, como a série Brasileirinhas? Você acompanha? Se sim, pode citar alguns destaques, entre filmes e astros e estrelas?

RS: É importante observar que a geração anterior, a da Boca do Lixo, fazia cinema de fato. Eram produções em 35mm sendo exibidas nos principais cinemas das cidades, com anúncios em jornais, cartazes de divulgação, como o cinema convencional. Impensável nos dias de hoje.

Essa geração que você menciona na pergunta é a geração do vídeo, os filmes não iam para o cinema, não eram filmados em película. Eram lançados em DVD. A Brasileirinhas revolucionou o gênero com produções de altíssima qualidade,  com excelência técnica, enredo, atrizes lindas. O grande nome deste período é o cineasta J.Gaspar. Ele criou um conceito de filmagem que se tornou referência e outras produtoras tentaram copiar. Todos os filmes dirigidos por ele merecem um olhar atento.

Entre as atrizes desta nova geração destaco: Márcia Imperator (a maior de todas), Julia Paes, Pamela Butt e Bruna Ferraz. E uma menção honrosa para a Gretchen. 

A Márcia Ferro chegou a ser contratada pela Brasileirinhas e lá estrelou três produções.

MCB: Em linhas gerais, qual a conclusão que chegou na sua pesquisa?

RS: A conclusão é que o cinema de sexo explícito foi muito importante dentro da conjuntura que o Brasil passava naquele momento: repressão e logo em seguida afrouxamento da repressão, pouco acesso ao entretenimento de conteúdo adulto (as revistas masculinas engatinhavam, a pornografia era de difícil acesso, muitas vezes contrabandeada), o sexo passou a ser discutido mais amplamente e muitas pessoas começaram a ter um entendimento melhor do assunto. 

Hoje tudo isso está a um clique, mas entre 1982 a 1990 era uma tarefa hercúlea. Esta geração não faz ideia.

Propus ao Canal Brasil um projeto que abordasse essa questão. Seria muito importante discutir isso.   

MCB: Qual o papel que as musas tiveram para a produção do cinema da Boca do Lixo e para o cinema brasileiro como um todo.

RS: O cinema da Boca do Lixo revelou ao país o maior número de musas de todos os tempos: Helena Ramos, Aldine Muller, Zaira Bueno, Nicole Puzzi, Zilda Mayo, Débora Muniz, Jussara Calmon, Vanessa Alves, Márcia Ferro, Matilde Mastrangi, Mii Saki, Neide Ribeiro, Patrícia Scalvi, Noelle Pine, entre muitas outras. Não há paralelo no país. 

Além de musas são grandes atrizes, grandes profissionais. A importância delas vai além da Boca do Lixo, elas fazem parte da nossa identidade audiovisual, são parte da memória afetiva de milhões de pessoas. Isso é muito significativo. 

MCB: Quais são suas preferências entre as musas?

RS: Tornei-me amigo de muitas delas. Respeito a história de todas, e elas me respeitam, respeitam meu trabalho. Estou escrevendo para o portal interrogAção um dossiê que trata exclusivamente das musas. Entre entrevistas e textos serão mais de cinquenta perfis que podem ser acessados aqui:
http://interrogacao.com.br/dossie/boca-do-lixo/

MCB: Como você considera a representação da mulher nos filmes apresentados nesse período?

RS: Nos filmes estão inseridos os desejos e as fantasias masculinas. Os filmes eram dirigidos para o público masculino. Então a mulher é vista como um objetivo sexual, submissa, sempre à disposição da avidez masculina. Há um aspecto interessante: Nicole Puzzi considera também que a pornochanchada ajudou na igualdade entre os desejos, da mulher assumir a sua vontade, de se entregar a ela. Sem contar na contribuição do entendimento entre quatro paredes. Há pesquisas, não oficiais, que dizem que as pornochanchadas ajudaram muito no desempenho de homens e mulheres nas relações amorosas.

MCB: Você continua sua pesquisa e está envolvido na edição de várias biografias em lançamento. Quais são e quando serão lançadas?

RS: Estou trabalhando na Editora Laços. Apresentei uma proposta de trabalho ao Kendi Sakamoto (publisher) e criamos o selo “Casa do Cinema Brasileiro” dentro da editora. Tinha conhecimento que vários artistas estavam esperando a oportunidade de publicar suas memórias. Porém, por falta de interesse das editoras, esses projetos não eram concretizados. O Kendi, a quem agradeço muito, apostou no projeto.

Já lançamos as biografias da Nicole Puzzi e do José Adalto Cardoso. A próxima – dia 25 de agosto - será da Zaira Bueno. 

Em setembro será lançada a foto-biografia da atriz Vanessa Alves, organizada por mim. Foi incrível realizar este trabalho. Vanessa Alves é uma grande profissional, foi uma das grandes musas da Boca do Lixo. Atualmente é uma das maiores referências em dublagem no Brasil. 

No mês de outubro iremos lançar a biografia da Monique Lafond e em novembro será a vez da Zilda Mayo. Este projeto está dando uma repercussão incrível e já estamos projetando o próximo ano. 

Todos estes livros podem ser comprados no site da Editora Laços: http://editoralacos.com.br/ 

MCB: Como se dá as escolhas entre esses biografados?

RS: No inicio nós articulamos o lançamento de pessoas que há muito sonhavam ver as suas memórias publicadas. Para se ter uma ideia, tinha livro que estava há dez anos parado, esperando um lançamento. Hoje, além de pesquisar o mercado, estamos sendo procurados.

Em pouco tempo a Editora Laços está se tornando uma referência no mercado. Prova concretada que existia uma lacuna, um desejo do público por trabalhos deste porte.

MCB: Você acha que há um interesse pela academia e pela crítica sobre essas personagens, ou o interesse maior é mesmo do público?

RS: Há um equilíbrio. Não há como ocultar a importância da Boca do Lixo na história do cinema nacional. A Boca do Lixo foi a que chegou mais perto da tão sonhada indústria de cinema que há muito se pede no Brasil.

Além de monografias e teses de mestrado e doutorado, a Boca está sendo revista em diferentes abordagens. Na HBO Brasil foi exibida a série Magnífica 70, a repercussão e a aceitação do público e da crítica foram ótimas, não só por ser uma série de excelência técnica, mas também porque a Boca do Lixo está inserida neste contexto. Portanto, há uma curiosidade, há interesse em saber um pouco mais daquilo. A propósito, “Magnífica 70” irá para a sua segunda temporada. 

MCB: Na sua opinião, qual é o perfil do público que aprecia hoje esse cinema popular das décadas de 1970 e 1980?

RS: Tem os saudosistas, e são muitos. Tem também os jovens, os estudantes, os pesquisadores que enxergam neste cinema a sua importância e querem estuda-lo, querem conhece-lo. 

MCB: Você tem interesse pela atual produção do cinema brasileiro?

RS: Sim. Há muita coisa boa sendo produzida. Acompanho muito atentamente os trabalhos de Jorge Furtado, Selton Mello, Wagner Moura, entre outros. Além de produzirem, eles pensam o cinema nacional. Sinto falta de trabalhos de Neville D’Almeida, Ivan Cardoso, Rubens Francisco Luchetti no cinema. Essas pessoas não podem ficar distantes. Espero também que as grandes atrizes da Boca do Lixo sejam redescobertas por esta nova geração de cineastas e produtores.

MCB: Cite alguns filmes brasileiros atuais do seu agrado e também algumas atrizes de preferência que estão nas telas atualmente.

RS: Os documentários estão chamando mais a minha atenção do que os filmes de ficção. Vivemos uma grande fase de documentários. Destaco Mercado de Notícias, do Jorge Furtado como o grande documentário dos últimos tempos.

Recentemente Umberto Eco afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma "legião de imbecis" que antes falavam apenas "em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade". Mercado de Notícias mostra a importância desta profissão e os cuidados que se deve ter em relação ao que se fala, ao que se veicula. Na internet, tem várias entrevistas que Jorge Furtado realizou para a composição deste documentário. 

Em relação às atrizes, destaco Simone Spoladore, Marta Paret e Sandra Corveloni. São brilhantes, acompanho de perto tudo o que fazem. Seriam, sem dúvidas, musas da Boca do Lixo. 

MCB: Algo mais que queira acrescentar?

RS: Pretendo continuar trabalhando pela memória do cinema nacional. Lancei recentemente o livro Conversações com R.F.Lucchetti (Editora Verve) e em setembro será lançado o livro Vanessa Alves – coletânea de imagens e palavras. Já estou trabalhando na produção da biografia da Débora Muniz. 

Estamos editando outras biografias pela Editora Laços. 

Quero desenvolver um projeto com acervos também. Essa é uma ambição profissional que tenho.

MCB: Muito obrigado pela entrevista.


Entrevista realizada por email entre os dias 18 e 20 de agosto de 2015.

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Sala 
 Betty Faria
Com amor profundo pelo cinema, premiada em vários festivais no Brasil e no exterior