Ano 16

Trilogia do Terror, 1968, Candeias, Person, Mojica

O horror sob o viés de três grandes cineastas

Ontem, o São Canal Brasil - sempre ele - possibilitou-me assistir e gravar, finalmente, o Trilogia do Terror. Que beleza de filme e que impacto! É impressionante o quão longe o cinema brasileiro pode ir em genialidade. E aqui, três cabras para cinéfilo nenhum botar defeito: - Ozualdo Candeias, Luis Sérgio Person e José Mojica Marins. O tema e a bela fotografia em p&b reúne os três mestres, mas ainda assim é impressionante como cada um deles manteve sua assinatura, mas sem destoar do universo proposto e do todo fílmico.

Está lá o cinema particularíssimo de Candeias - episódio O Acordo -, com seu universo duro, mas ainda poético, com a poesia brotando da pedra. E estão lá seus personagens inconfundíveis, e eu acho que ninguém filma pobre, seja do campo ou da periferia, melhor que esse cineasta. Destaque para o belo desempenho de Lucy Rangel. Está lá também o cinema político e social de Person, que a partir de um título corriqueiro no universo do terror, Procissão dos Mortos, amplia o significado e nos apresenta uma jóia, em que associa guerrilha e medo sobrenatural. E está lá por fim Mojica - episódio Pesadelo Macabro -, que teve a idéia original do filme. Em sua história, o medo ancestral do homem de ser enterrado vivo, em segmento dirigido com rigor e pleno domínio do ofício. Filmaço!

sexta-feira, 20 de março de 2009

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Sala 
 Léa Garcia
Dona de um talento ímpar e altivo, Léa Garcia brilha no teatro, na TV e no cinema.