Ano 16

Primo Basílio, O, 2007, Daniel Filho

Versão apagada de clássico de Eça

Ainda que seja graduado também em Letras - Jornalismo foi minha segunda faculdade, nunca li "O Primo Basílio", de Eça Queiróz. E também não assisti a famosa minissérie da Globo. Daí que ainda que soubesse da espinha dorsal - inferno entre empregada e patroa, não tinha muitas outras informações sobre a história. E a história é maravilhosa. Daniel Filho estava com a faca e o queijo na mão para esse O Primo Basílio, mas o resultado ficou assim assim. O filme desperta o interesse, mas é sobretudo pela história - e ainda que haja o roteiro e a adaptação, o interesse que prende é a trama bem urdida de Eça.

O elenco secundário está melhor. Simone Spoladore em ótima atuação; mais Zezeh Barbosa e Gracindo Jr - esse em pequena, mas marcante participação. Do trio protagonista, Fábio Assunção se sai melhor, ainda que não consiga linkar apropriadamente as facetas do personagem que é, de longe, o melhor de todos. Débora Falabella se saiu melhor em A Dona da História; e Glória Pires em A Partilha. Já Reynaldo Gianecchini conseguiu fazer um papel bacana no cinema agora, em Divã, de José Alvarenga Jr. Não sou da turma que adora odiar Daniel Filho. Acho O Casal simpático; gosto de A Partilha e de A Dona da História; me diverti em Se Eu Fosse Você - sobretudo por causa de Tony Ramos, e não gostei do fenômeno Se Eu Fosse Você 2 - que acho piada esticada; e não tenho muito interesse por Muito Gelo e Dois Dedos D´Água. E preciso dizer também que admiro muito o trabalho autoral de Daniel Filho na TV - amo de paixão A Vida Como Ela É e Confissões de Adolescente. E como ator, ele está - e muito bem - em um dos filmes do meu coração: - Romance da Empregada (1987), de Bruno Barreto.

domingo, 10 de maio de 2009

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Sala 
 Léa Garcia
Dona de um talento ímpar e altivo, Léa Garcia brilha no teatro, na TV e no cinema.