Ano 15

Hotel atlântico, 2009, Suzana Amaral

Um filme labiríntico

Em Hotel atlântico, de Suzana Amaral, acompanhamos o artista, um homem que segue viagem e encontra diferentes personagens pelo caminho. A estrada tem um papel fundamental, já que é ela que pode lhe trazer tanto momentos bons como outros do mais puro pesadelo. 


O cinema de Suzana Amaral é marcado por adaptações literárias. Foi assim com Clarice Lispector em A hora da estrela, e com Autran Dourado em Uma vida em segredo. Agora foi a vez dos escritos de João Gilberto Noll. 

Só que diferente dos dois primeiros longas, dessa vez a diretora escolheu uma forma labiríntica de contar sua história. Ainda que em Hotel atlântico exista um registro realista, há um tom enigmático e perturbador que perpassa cena por cena. O resultado desafia o espectador e confirma o talento da cineasta, sobretudo como uma excelente diretora de atores.

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Sala 
 Adriana Prieto
Bela e talentosa, em persona marcada por postura maliciosamente crítica e desafiadora.