Ano 15

Loki - Arnaldo Baptista, 2008, Paulo Fontenelle

Céu e inferno de um artista genial

Loki - Arnaldo Baptista, de Paulo Henrique Fontenelle, refaz a trajetória do roqueiro que foi do céu ao inferno. O filme foi produzido pelo Canal Brasil para exibição na emissora, mas o sucesso em festivais impulsionou seu lançamento. Líder de Os Mutantes e um dos sinônimos do Tropicalismo, o artista  foi fundo nas drogas. Rompeu com a parceira Rita Lee, e teve passagens por clínicas e  sanatórios. 


O filme fala de tudo isso e une estética e conteúdo de forma direta e honesta.  Escuta críticos e músicos, e tem imagens raras de shows e de bastidores. Mostra também a turnê que marcou a volta da banda e sua descoberta das artes plásticas.

Loki é um vigoroso exemplar de um novo filão: o documentário sobre música brasileira. Artistas como Vinicius de Moraes, Maria Bethânia e Cartola já foram contemplados. Mas nenhum outro documentário foi tão fundo no coração de seu biografado. É desde já um dos melhores filmes do ano.

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Sala 
 Adriana Prieto
Bela e talentosa, em persona marcada por postura maliciosamente crítica e desafiadora.