Ano 15

Onde andará dulce veiga, 2007, Guilherme de Almeida Prado

As mulheres de Guilherme

Assistir Onde andará dulce veiga? é reencontrar um dos cineastas mais singulares do cinema brasileiro: Guilherme de Almeida Prado. Desde Flor do desejo que acompanho com profundo interesse esse diretor, cujos filmes sempre giram em torno de mulheres interessantes e atrizes idem.

Foi assim com Imara Reis em Flor do desejo, Maitê Proença em A dama do cine shangai, Christiane Torloni em Perfume de gardênia, e Júlia Lemmertz em A hora mágica – sem esquecer, claro, de Betty Faria em Perfume e de Matilde Mastrangi em todos eles.

Pois não é que em Onde andará dulce veiga? ele reuniu todas elas? – menos Betty. Guilherme de Almeida Prado, em sua homenagem aqui no Mulheres, exaltou Helena Ignez dizendo que ela foi a primeira mulher do cinema que o marcou profundamente e que isso influenciou sua obra. Vendo e revendo seus filmes, que colocam essas mulheres no centro da ação e quase sempre envoltas em atmosfera noir, essa declaração se confirma.

Em Onde andará dulce veiga?, além de Maitê, Júlia, Torloni, Imara e Matilde, ele dá destaque para mais duas jovens atrizes: Carolina Dieckman e Maira Chasseroux – essa última já entrevistada pelo Mulheres.

O lançamento do filme tem sido espaçado no país e só agora estreia em Belo Horizonte. Sorte dos mineiros que têm encontro marcado com cinema de verdade e feito por um cineasta de verdade – isso em época que tanta gente resolveu fazer filmes, seja para o bem ou para o mal.

Onde andará dulce veiga? é filme delicioso. 
É o filme das musas de Guilherme.

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Sala 
 Léa Garcia
Dona de um talento ímpar e altivo, Léa Garcia brilha no teatro, na TV e no cinema.