Ano 15

Falsa loura, 2007, Carlos Reichenbach

Rosanne Mulholland, alma e sangue do filme

Falsa loura é o mais novo e belo filme do cineasta Carlos Reichenbach, em cartaz em algumas capitais. O filme conta a história de Silmara, uma operária que vive na periferia de São Paulo. Bela e ambiciosa, Silmara se envolve com dois ídolos da música com resultados inesperados. 

Falsa loura não é um filme que agrada a todo tipo de plateia - é um filme popular e, por isso, alguns torcem o nariz. Azar deles, O diretor apostou mais uma vez no universo da periferia, com seus personagens em busca de sonhos e de uma vida menos ordinária. Muitos diretores brasileiros recentes andam apostando na estética das novelas de TV e dizem que fazem melodrama. Mas não estão. O que estão fazendo é mesmo o velho e manjado folhetim. 

Não é o caso de Carlos Reichenbach. O cineasta é um dos poucos que revisitam o melodrama com total propriedade. Carlão não tem medo do brega, e por isso em seu filme tem lugar para karaokê, ídolo de música popular e diálogos maliciosos de operárias em hora de almoço. Uma das marcas do diretor é reunir elencos inesperados. Em Falsa loura ele não fez diferente e colocou em cena atores de estilos diferentes como Maurício Mattar, Cauã Reymond, Djin Sganzerla e Suzana Alves, a Tiazinha. 

Mas o grande destaque mesmo é Rosanne Mulholland, a belíssima e talentosa protagonista do filme. Rosanne Mulholland é mesmo um animal de cinema e a câmera a adora. Reichenbach já disse que ela é a alma e o sangue do filme. Assistindo Falsa loura fica mesmo difícil discordar do veterano e ótimo cineasta.

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Sala 
 Adriana Prieto
Bela e talentosa, em persona marcada por postura maliciosamente crítica e desafiadora.