Ano 15

A deriva, 2009, Heitor Dhalia

Uma adolescente em rito de passagem

À deriva é o terceiro longa-metragem de Heitor Dhália. E assim como em Nina e em O cheiro do ralo, o cineasta mais uma vez aposta em um cinema voltado muito mais para personagens do  que para uma história.

A diferença é que nos outros filmes seus protagonistas faziam verdadeiros solos e todos os demais eram apenas circundantes. Já em  À deriva, ainda que o foco seja em uma adolescente e em seu rito de passagem para o amadurecimento,  a relação em crise  de seus pais também está em cena. 

O filme tem uma ambientação envolvente, ainda que boa parte da crítica acuse o diretor de abusar do maneirismo. Ou seja, para esses detratores não há verdade naquelas pessoas e nem no universo que ele apresenta. Mas para aqueles que se deixarem seduzir, À deriva é um filme estimulante e que ganha força sobretudo na boa interpretação dos atores.

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Sala 
 Adriana Prieto
Bela e talentosa, em persona marcada por postura maliciosamente crítica e desafiadora.