Ano 13

Betse de Paula

A cineasta Betse de Paula tem carreira de destaque no cinema brasileiro, seja como ficccionista, em comédias românticas como O casamento de Louise e Celeste e Estrela, e como documetárista, como Revelando Sebastião Salgado. É integrante de família com DNA artístico, já que são muitos integrantes ilustres - Zelito Viana, pai; Chico Anysio, tio; Marcos Palmeira, irmão. "Frequentava a minha casa o Glauber (Rocha), o Joaquim Pedro (de Andrade), a gente cresceu assim, a moviola era na minha casa. Quando eu fiz 13 anos, a Mapa se uniu à casa. A Mapa, produtora do meu pai Zelito, ficou no mesmo lugar da casa, então era em casa tudo o que acontecia".

Depois de trabalhos como assistente do pai, Zelito, e de outros diretores, ela fez parte da geração do boom de curtas nos anos 1980 e 90, e e estreou  na direção de longas com o O casamento de Louise: "Ele não fez o sucesso que eu achei que iria fazer,  apesar que o filme é muito popular, eu acho que de todos os meus filmes ele é o que menos envelheceu, apesar de ser o mais antigo". De lá para cá, Betse de Paula dirigiu outros filmes até chegar em Desarquivando Alice Gonzaga, sobre Alice Gonzaga, filha do cineasta, produtor e fundador do estúdio Cinédia, Adhemar Gonzaga. "Uma das coisas mais interessantes no Alice foi ter conseguido chegar nos filmes, conseguido ter recuperado alguns filmes que não existiam mais. Do Pinguinho de gente, que não existia mais, aquela cena com a máquina de neve, não tinha mais,, a gente recuperou". 

Betse de Pauta participou da 12 Cineop - Mostra de Cinema de Ouro Preto com o documentário Desarquivando Alice Gonzaga, que abriu a Mostra. A cineasta conversou com o Mulheres e repassou a sua trajetória cinematográfica desde os primeiros trabalhos até o atual.


Betse de Paula: Meu nome é Betse de Paula, eu nasci em 29 de abril de 1962, sou cineasta e moro no Rio de Janeiro. Já fui uma cineasta de Brasília, mas, nesse momento, sou uma cineasta carioca.

Mulheres do Cinema Brasileiro: Aquela pergunta inevitável. Porque quando um artista vem de uma família ligada à essa área, a pergunta clichê acaba sendo inevitável mesmo. Como você é filha do Zelito Viana, sobrinha do Chico Anysio, irmã do marcos Palmeira, enfim, esse universo, esse ambiente cultural interferiu, influenciou, na sua escolha artística?

BP: Claro, eu cresci ali, né? Frequentava a minha casa o Glauber (Rocha), o Joaquim Pedro (de Andrade), a gente cresceu assim, a moviola era na minha casa. Quando eu fiz 13 anos, a Mapa se uniu à casa. A Mapa, produtora do meu pai Zelito, ficou no mesmo lugar da casa, então era em casa que tudo acontecia. Meu irmão conta que uma vez ele chegou em casa e estava tendo uma filmagem, e aí entra de figurante. Era O segredo da múmia (1982, Ivan Cardoso), já estava no bacanal no Egito rsrsrs. Então, realmente, incentivou bastante a gente, a presença nesse universo. De noite, você acostumar com o barulho da moviola Então teve essa coisa de a gente estar ali, crescer dentro desse universo de artistas e tal, isso influencia com certeza. Depois de um tempo a influência vira concorrência, aí já não fica mais tão engraçado, mas enfim, um tempão foi bem legal. 

Eu comecei a fazer o meu primeiro trabalho assim, de assistência, porque meu pai precisava de uma pessoa de confiança para ficar com o dinheiro, um negócio que tinha muita grana, porque ele viajava pelo Brasil inteiro,. Coisa melhor que eu fiz na minha vida até hoje, inclusive, era o Bebetur, um programa de turismo pelo Brasil todo. Affonso Beato era o fotógrafo, era um filme de 16 milímetros, precisava de alguém pra segurar o dinheiro. Aí eu fui, já tinha me formado em Ciências Sociais, fui e não voltei mais para as Ciências Sociais.

MCB: Você trabalhou com seu pai em Avaeté , a semente da vingança, (1985)  que ele dirigiu, não é isso?

BP: Exatamente. Dali fui direto para o Avaeté, praticamente.

MCB: Gosto desse filme.

BP: Também gosto muito.

MCB: Você fez foi...

BP: Eu fui continuísta. Na assistência de montagem do Bebetur eu já fiz um longa como assistente de montagem, mas o meu primeiro longa no set foi o Avaeté - semente da vingança.

MCB: Antes você trabalha em um outro filme que eu também gosto muito, que é o  Noite (1985), do Gilberto Loureiro, não é?

BP: Noite foi meu primeiro filme, eu fui assistente de montagem do Marcos Antônio Cury, que era o montador. Ele tinha sido o montador do Bebetur  e eu fiquei lá, né, lógico, eu não queria mais voltar para as Ciências Sociais. Viaja o Brasil inteiro, fica nos melhores lugares do mundo, filmando as coisas mais bonitas, turismo né? Nossa, depois monta aquilo e fica mais maravilhoso ainda. Não voltei mais e fui fazer o Noite e depois o Avaeté.

MCB: São dois filmes que eu gosto muito e que são poucos lembrados, principalmente o Noite. É  um filme que foi lançado, mas depois ficou meio esquecido.

BP: Depois eu fiz um outro também bem engraçado que é  o Fulaninha (1986), do David Neves, em que eu fui assistente de montagem. O Marco Antônio Cury foi o primeiro assistente do David e me chamou pra ser a segunda assistente de direção.

MCB: E aí você faz parte daquele time poderoso, de quase um levante, na década de 1980 e 90, que são as produções de curtas. Eu me lembro que você fez o  S.O.S. Brunet e o Por dúvida das vias.

BP: Foi.

MCB: É claro que o curta tem uma trajetória imensa e importante no cinema brasileiro, mas ali, naquele momento, surgiu, de uma vez só, muitos novos talentos, em bloco. 

BP:  Quando os três filmes em que eu fui assistente de direção passaram em Gramado, eu fui e foi justamente quando teve aquele boom do curta, em que passou A espera, de Luiz Fernando Carvalho e Maurício Farias, O dia em que Dorival encarou a guarda, de José Pedro Goulart e Jorge Furtado, e  Ma che bambina, de  A. Cecílio Neto, filmes maravilhosos. Eu falei, eu quero fazer isso, é isso mesmo que eu quero fazer. Era um momento em que o curta passava no cinema, então o curta tinha um dialogo com o publico. O curta é necessário, nesse momento você tinha que fazer um curta que tivesse um diálogo, você vai passá-lo aleatório junto com o longa estrangeiro, o cara que vai lá vê o longa estrangeiro, tem que achar que o curta foi a melhor coisa da programação, o pensamento nosso era esse.  Primeiro eu fiz o S.O.S,  que é uma tentativa, depois o  Por dúvida das vias, que é um filme que eu acho que ficou muito bom.

MCB:  Quando eu entrevistei a Tata Amaral eu até falei isso pra ela. Ela ressaltou que sempre teve uma trajetória muito forte de curta, no que, claro, concordo totalmente. Mas relembrei a ela que nesse momento, dos anos 1980 e 1990, eu me lembro como cinéfilo mesmo de vários filmes, vários curtas premiados circulando e muitas mulheres dirigindo, Tata, Eliane Café, Eliana Fonseca, eram várias.

BP: Eram várias, é um momento em que o curta ocupa a tela do cinema, aquele momento em que começa a impor uma qualidade no curta que vai para o cinema, começa a regular a qualidade, né. Então eu acho que isso que fez, porque antes muita gente que fazia o curta era o distribuidor que ia lá pra cumprir cota, filmava a rua, e passava qualquer coisa. Aí, de repente, começou , eu tenho a impressão que foi isso, mas também não tenho certeza não.

MCB: Teve um boom mesmo de revelações de gente talentosa naquele momento, pois logo veio o Fernando Collor...

BP: E acabou com tudo.

MCB: Ficou como uma resistência mesmo.

BP: E aí o curta já passou a ser uma outra coisa, o curta já mudou, o curta vai se adaptando, igual água.

MCB: E aí você estreia na direção, o primeiro é O casamento de Louise.

BP: O casamento de Louise, mais de dez anos depois de Por dúvida das vias.

MCB: Ele é de 2001?

BP: 2000, 2001.

MCB: Que é um filme que fez sucesso, ele foi comentado, fez bilheteria, não é?

BP: Não.

MCB: Eu lembro que foi comentado na época. 

BP: Ele foi lá um pouco, mas, inclusive, uma das criticas que fizeram foi sobre o próprio lançamento, o lançamento foi pequeno, enfim, não sei se é isso.

MCB: Mas é que ele vinha com aquela questão da comédia romântica, mas tinha uma pegada ali de critica por dentro dele mesmo. 

BP: É.

MCB: Eu lembro que, na época, na receita da comédia romântica padronizada, ele tinha, por dentro, uma subcrítica, um subtexto.

BP: Eu acho que esse tipo de comédia romântica, do (Ernst) Lubtschi, que remonta a isso, que  tinha uma pegada mais por aí. Era uma tentativa nessa pegada, mas uma coisa é o que  a gente tenta, outra coisa é o que a gente consegue fazer. 

MCB: Depois veio o Celeste e Estrela (2005).

BP: O casamento de Louise não fez o sucesso que eu achei que iria fazer,  apesar que o filme é muito popular, eu acho que de todos os meus filmes ele é o que menos envelheceu, apesar de ser o mais antigo. Ele tem uma pegada assim, na casa da minha sogra eu estava na mesa rindo de uma coisa, a empregada estava na cozinha rindo da outra, teve uma pegada popular, assim que eu achava. Esperava que ele fizesse algum sucesso, mas não fez não, fez lá 10 mil espectadores. Mas passa, passou na Globo de noite, ele até hoje passa.

MCB: Ele chamou atenção para o seu nome naquele momento, nesse formato da comédia romântica, eu percebi à época. 

BP: Principalmente ele acertou a Dira, né, ele jogou a Dira (Paes) na comédia, e isso foi bom, já foi maravilhoso isso.

MCB: Eu tive a oportunidade de entrevistar a Dira e  ela fala de você de uma forma muito amorosa.

BP: Ela é incrível, né, ela é uma atriz maravilhosa. Ela estava morrendo de medo de fazer comédia, e eu falei "Pô Dira, se joga, vamos embora". Esse negocio deu certo num grau, né, dali ela já foi para A diarista, pra não sei o quê mais, ela é uma artista muito versátil. E aí veio o Celeste Estrela e a gente reforçou  a parceria. A Celeste era muito dura e ela a fez ficar um pouco mais suave. Celeste e Estrela e O casamento de Louise, eles são um junto do outro, assim.

MCB: Eu também percebo isso, como se fosse uma interface.

BP: Como se fosse uma interface bem forte. O Celeste foi legal. Depois disso começaram os grandes anos de buscar fazer o Vendo ou alugo. Nesse meio tempo teve o concurso para   documentário e eu entrei com o Revelando.  Ele vem imediatamente depois de Vendo ou alugo,  eu terminei de montar um e comecei a montar o outro.

MCB: Que é o Revelando Sebastião Salgado (2012).

BP:  Eu fui tentar fazer um filme para bombar, que foi o Vendo ou alugo (2013), mas também não bombou. O Revelando deu certo, foi ótimo. O Affonso Beato falou que eu deveria fazer um filme sobre o universo do fotógrafos, eu achei boa ideia e daí veio o Luz & sombra: fotógrafos do cinema brasileiro (2016), com 26 fotógrafos do cinema. Foi uma epopeia incrível, uma ventura, eu chamei  Jacques Cheuiche para dirigir comigo. Eu tenho também o Dissecando, que é um filme para a televisão, para o Canal Brasil, muito autoral.

MCB: Como se chama?

BP: Dissecando Antonieta (2015), que é uma história muito, vamos dizer, que é uma homenagem, uma citação, algum plágio assim do Santiago (de João Moreira Salles), digamos assim,. A minha avó morreu, o apartamento dela estava sendo esvaziado e tinha uma pessoa que morava lá, que tinha sido empregada doméstica, que era médica legista e campeã de perfuração de bala, enfim, de tiro, legista de tiro. Ela era campeã absoluta, ela faz em um dia o que a colega da Suécia faz no ano todo, então era uma pessoa incrível. E aí eu falei, "vou fazer um filme com a Antonieta, sobre Antonieta", essa médica legista que quase ficou analfabeta até os 20 anos de idade. Ela estava para se aposentar, estava para ser despejada da casa em que vivia há 50 anos, então estava um negocio assim bem pesado. Achei que era legal contar aquela historia. 

Então tem o Dissecando, que foi antes do Luz & sombra e do  Desarquivando Alice. Foi em 2003 que eu fiz, ficou pronto em 2015, Mas aí já tinha começado o Luz & sombra, veio o Dissecando,  e depois o Desarquivando Alice junto com Luz & sombra e Guardiãs da floresta,  que vai ao ar ainda, está ficando pronto agora, eu estou finalizando. 

MCB: Alice Gonzaga é sinônimo da Cinédia, fundada pelo pai dela, Adhemar Gonzaga, produtor, cineasta e fundados do estúdio carioca Cinédia. Ela é uma militante, uma batalhadora pela questão da memoria. Como você chegou até ela para filmar o Desarquivando Alice Gonzaga (2017)?

BP: Cara, chegar na Alice foi difícil pra caramba. Hoje eu estava recuperando com ela, relembrando com ela, no café da manha, como foi a aproximação, chegar na Alice. Ela foi super generosa, maravilhosa, abriu as portas do arquivo, como ela está lá mesmo, né, andando feito barata tonta no meio daqueles arquivos, contando as histórias mais incríveis. Agora, para chegar até ali a gente passou por um período de aproximação de anos, muitos e muitos anos. Eu precisava assinar um direito autoral, e não sei o quê mais, e ela implicava. Para chegar junto foi difícil,  porque a Alice é essa coisa assim, mas ela é difícil de chegar. Mas foi, né? 

MCB: E a ideia de fazer, foi sua ou foi convidada?

BP: Eu tive a ideia de fazer. Depois do Revelando  eu tive a ideia de fazer o Alice.  O Antonieta, eu ofereci para o Canal Brasil, que topou. Ainda bem, pois senão ele não teria existido. Uma das coisas mais interessantes no Alice foi ter conseguido chegar nos filmes, ter conseguido recuperar alguns filmes que não existiam mais. Do Pinguinho de gente (1949, Gilda de Abreu), que não existia mais, aquela cena com a máquina de neve não tinha mais,, a gente recuperou.. 

MCB: O que você conseguiu recuperar?

BP: Olha, os que eu consegui recuperar, que só tem nesse filme, vamos dizer, é o trecho de Pinguinho de gente, que tem a máquina de neve que a Gilda de Abreu importou para fazer o filme. Esse trecho leva os dez minutos finais do filme, eu acho que eles foram embora na enchente, ficou esse pedacinho de nada, que a gente conseguiu fazer ali nesse filme, Desarquivando Alice Gonzaga.

MCB: Imagino que você já tinha a dimensão da Cinédia, desse universo todo para o cinema brasileiro, não é?

BP: Isso eu já tinha, eu não tinha era a dimensão que iria conseguir fazer isso. Não tinha dimensão que, no produto final, teria conseguido trazer de volta a cena do Gravatelo das rabanadas, também uma cena que estava perdida, aquela mulher cantando ciranda cirandinha.

MCB: Então, esse seu encontro ali com o material foi...

BP: Foi muito incrível e sempre mudando. De repente, a gente encontrava coisas que nem a Alice sabia que tinha, que ela não tinha vist. Como, por exemplo, do Queima de nitrato. Eu já tinha até comprado da Globo o Queima de nitrato. Quando aí eu mando escanear o material da Cinédia que a gente foi catando pelas cinematecas, o Ernani (Heffner) encontra um rolo e não encontrava o avô dela, que a gente tinha. Foi-se catando tudo na Cinédia e encontra-se  um rolo de Queima de Nitrato. Então a gente tem imagens incríveis.

MCB: Você tem noção da importância desse filme para a questão da memória do cinema brasileiro? Já passava pela sua cabeça, mesmo com essas coisas inesperadas?

BP: Não. a vontade era de passar o que eu queria mesmo. Eu queria contar o inicio da historia do cinema brasileiro, queria contar do ponto de vista de uma mulher, do ponto de vista da Alice. Do ponto de vista de uma mulher que não pode ser diretora, que é mandona pra caramba, mas não pode ser diretora, que tentou se colocar como produtora. Eu queria contar esse inicio do cinema e desse ponto de vista dela. Ela é muito engraçada também, né?A vontade era essa, depois ai você vai querendo fazer uma coisa e fazendo outra.

MCB: Você falou que está com um outro filme agora? 

BP: O outro são dez curtas de vinte seis minutos sobre guardiões da floresta. Vamos dizer que no Luz & sombra eu sai um pouco do foco. O Revelando é o primeiro filme que eu fiz que não é de mulher, que mulher não é protagonista. No Luz & sombra, chamar o Jacques Cheuiche foi uma coisa boa por um lado, mas por outro lado é ruim porque também quase não tinha mulher. Agora, no As guardiãs da floresta são mulheres que, com seu trabalho e com sua vida, garantem a sobrevivência do planeta, preserva as florestas, índias, ribeirinhas. Isso é muito legal, e a apresentação da Dira Paes é muito linda.

MCB: É verdade, tem o Louise, o Celeste, o Antonieta, o Alice, e agora  As guardiãs. A questão da mulher é um foco seu?

BP: Com certeza, é presente no meu cinema, é um foco. 

MCB: Então eu vou te fazer uma pergunta que muitas detestam ou até fogem um pouco, mas é em função do que você falou. Você acha que existe olhar feminino no cinema?
BP: Acho, eu acho, acho que existe sim. Eu acho que existe olhar feminino. Acho que existe o foco. Não acho que toda mulher tenha o olhar feminino, alguns homens até têm, né, um olhar mais feminino, e tem mulheres também que não têm, mas que existe, existe.

MCB: E você acredita que o olhar feminino se dá de que forma?

BP: Eu acho que num protagonismo, no que você busca como protagonista, a maneira como você encara a sua protagonista, eu acho que nisso está a diferença.

MCB: Quando você falou de homem com olhar feminino eu pensei no Walter Lima Jr...

BP: Pois é. Por exemplo, tem uns caras que tem alguns filmes com uma coisa bem de um olhar feminino, naqueles personagens.

MCB: Para terminar, as únicas duas perguntas fixas do site. Qual o ultimo filme brasileiro a que você assistiu e qual mulher do cinema brasileiro, de qualquer época e de qualquer área. que você deixa registrada na sua entrevista como uma homenagem? 

BP: Helena Solberg. O último filme brasileiro a que eu assisti foi o A entrevista, da Helena Solberg, aqui na Mostra. A Helena é o máximo, ela é incrível. Você já a entrevistou, né?

MCB: Já sim.

BP: Helena é incrível, Helena é uma documentarista fantástica.

MCB: Muito obrigado pela entrevista.

BP: Obrigado você


Entrevista realizada na 12a Cineop - Mostra de Cinema de Ouro Preto, em junho de 2017. 
Crédito da foto: Leo Lara.

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Sala 
 Sala Dina Sfat
Atriz intensa nas telas e de personalidade forte, com falas polêmicas.