Ano 16

Felipe Bragança (Helena Ramos)

O tipo de sensualidade contida que ela traz para o cinema brasileiro eu acho que é um tipo de herança que a gente ainda não soube aproveitar o suficiente. Em conversas que eu tenho com amigos, a gente costuma dizer que existe uma certa erotização que está na imagem do cinema e que ficou um pouco parada e abandonada em determinados tipos de filmes feito no Brasil no final dos anos 70 e início dos 80. 

E eu acho que a Helena é, para mim, a referência da melhor possibilidade de você construir ao mesmo tempo um erotismo que se aproxima da fábula e ao mesmo tempo fala do real. Uma coisa que me encanta. Além de uma descrição de uma estética realista e que ao mesmo tempo dá um tom, um pouco de pequena banalidade, do cotidiano daquilo.

Ela consegue ir de um ponto ao outro, às vezes numa virada de olhar, num jeito de manter uma certa ingenuidade. Ela é mais do que uma atriz, eu penso nela como uma figura, como um elemento estético que merece ser observado. 

Felipe Bragança é cineasta, roteirista e crítico de cinema.

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 Sala Dina Sfat
Atriz intensa nas telas e de personalidade forte, com falas polêmicas.