Ano 15

Déa Selva

*08 de maio de 1917, +1993 - *Quipapá - PE

Cena de Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro
Cena de Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro
Várias atrizes marcaram o cinema dos anos 1930, e Déa Selva foi uma delas. A atriz imortalizou-se nas telas do cinema já em sua estréia, ao protagonizar o clássico Ganga bruta, de Humberto Mauro.

Déa Selva mudou-se de Pernambuco para o Rio de Janeiro, cidade onde se tornaria um nome de sucesso no teatro, formando companhia com Darcy Cazarré, com quem se casa. Antes disso, no entanto, estreia no cinema com pé direito ao ser selecionada em um teste para o filme Ganga bruta, do mestre Humberto Mauro, em 1933. É curioso assinalar, que na época o filme não conquistou o público e recebeu críticas negativas, alçando décadas depois a condição de um dos nossos maiores clássicos. A seguir, participou de Bonequinha de seda, de Oduvaldo Viana, e de dois filmes de Mesquitinha - marcando a estreia dele no cinema.

A carreira de Déa Selva se estendeu até a metade dos anos 50 em mais seis longas-metragens, dirigida por cineastas importantes como Raul Roulien, João de Barro e Eurídes Ramos, sendo que seu último filme foi Depois eu conto, de José Carlos Burle e Watson Macedo. A atriz voltaria a se encontrar com Humberto Mauro no curta Um apólogo - Machado de Assis, uma realização do INCE – Instituto Nacional de Cinema Educativo. Déa Selva é mãe dos atores Olney e Older Cazarré.


Filmografia

Ganga bruta, 1933, Humberto Mauro
Bonequinha de seda, 1936, Oduvaldo Vianna
O bobo do rei, 1936, Mesquitinha
João ninguém, 1937, Mesquitinha
Aves sem ninho, 1939, Raul Roulien
Anastácio, 1939, João de Barro
Céu azul, 1940, Ruy Costa
Mãe, 1948, Teófilo de Barros Filho
A escrava isaura, 1949, de Eurídes Ramos
Depois eu conto, 1956, José Carlos Burle e Watson Macedo   

Veja também sobre ela
::Voltar
Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.