Ano 20

Inalda de Carvalho

*22 de março de 1935, +08 de março de 2004 - *São José do Rio Preto - SP

cena de Colégio de brotos, 1955, Carlos Manga
cena de Colégio de brotos, 1955, Carlos Manga
As chanchadas lotavam os cinemas nos anos 1940 e 50. O público adorava aquelas comédias musicais ingênuas e a crítica torcia o nariz – hoje, o período foi reconsiderado. Sob esse gênero foram produzidas dezenas de filmes e vários atores, atrizes e comediantes tiveram lugar de destaque. A morena Inalda de Carvalho foi um desses nomes e, mesmo com uma carreira curta, deixou seu nome gravado na história do cinema brasileiro.

Inalda de Carvalho saiu de São Paulo para viver no Rio de Janeiro, onde desenvolve carreira de modelo e chega a ser Miss Cinelândia. A Atlântida, maior produtora das chanchadas, foi a sua porta de entrada para o cinema nacional, onde estreia pelas mãos do mestre Carlos Manga em 1954, em um dos clássicos dessa fase, Matar ou correr. Voltaria a ser requisitada pelo cineasta - com quem se casa - no ano seguinte em Colégio de brotos.

A carreira de Inalda de Carvalho duraria apenas três anos, período em que atuou em quatro filmes, sendo o último em 1955, Chico viola não morreu. Em 1975 volta às telas no documentário-homenagem às chanchadas, Assim era a atlântida, que reunia alguns atores que trabalharam e/ou foram revelados pelo gênero como Eliana, Norma Bengell, José Lewgoy, Sônia Mamed, Zezé Macedo, entre outros.

Filmografia

Matar ou morrer,1954, Carlos Manga
A outra face do homem, 1954, J. B. Tanko
Colégio de brotos, 1955, Carlos Manga
Chico viola não morreu, 1955, Ronán Viñoly Barreto
Assim era a atlântida, 1975, Carlos Manga

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.