Ano 15

Matilde Mastrangi

*18 de março de 1953 - São Paulo - SP

Cena de Já não se faz amor como antigamente, 1976, episódio de Adriano Stuart
Cena de Já não se faz amor como antigamente, 1976, episódio de Adriano Stuart
A Boca do Lixo, ponto de encontro e de produção do cinema popular das décadas de 1970 e 80, consagrou diretores como Fauzi Mansur, Ody Fraga e David Cardoso. Por lá, transitaram também cineastas autorais como Carlos Reichenbach e Walter Hugo Khouri, e formaram-se outros como Guilherme de Almeida Prado. A bela Matilde Mastrangi marcou presença em todas essas correntes e é uma das musas/rainhas do gênero.

Matilde Mastrangi começou sua carreira como dançarina no Programa Silvio Santos, atuando, posteriormente, como modelo fotográfico. Estreia em 1974 no filme As cangaceiras eróticas, de Roberto Mauro, momento em que o cinema brasileiro lotava as salas do país com os dramas e as comédias eróticas produzidos pela Boca do Lixo e conhecidas como pornochanchadas. A atriz se torna uma das musas do gênero e é nome essencial do cinema popular, atuando sob a direção dos cineastas mais importantes do filão, como Fauzi Mansur, Ody Fraga, Adriano Stuart, John Doo e David Cardoso. Em 1982 é convidada pelo autoral Walter Hugo Khouri, que também realizou filmes na Boca, para o belo Amor estranho amor.

Em 1981, Matilde Mastrangi é escalada para o episódio de As taras de todos nós, de Guilherme de Almeida Prado, diretor formado pela Boca e que iria se destacar no cinema brasileiro da década de 80. A partir daí a atriz marca presença em todos os filmes do cineasta - A flor do desejo, A dama do cine shanghai, Glaura, A hora mágica, Onde andará dulce veiga? -, com exceção de Perfume de gardênia. Matilde Mastrangi tem poucas passagens pela televisão – as novelas Vereda tropical (1984) e Cortina de vidro (1989); quadro no programa Goulart de Andrade (1988) - e incursões pelo teatro. É casada com o ator Oscar Magrini.


Filmografia

As cangaceiras eróticas, 1974, Roberto Mauro
Cada um dá o que tem, episódio Uma grande vocação, 1975, Silvio Abreu
Bacalhau, 1975, Adriano Stuart
Já não se faz amor como antigamente, episódio Flor de lys, 1976, Adriano Stuart
Incesto, 1976, Fauzi Mansur
Emanuelle tropical, 1977, J. Marreco
Palácio de vênus, 1980, Ody Fraga
A noite das taras, 1980, David Cardoso, John Doo e Ody Fraga
Orgia das taras, 1980, Luiz Castillini
Sócias do prazer, 1980, W. A. Kopezky
As intimidades de analu e fernanda, 1980, José Miziara
Volúpia do prazer, 1981, Rubens Eleutério
Em busca do orgasmo, 1981, W.A. Kopezky
Pornô!, episódio O prazer da virtude,1981, David Cardoso
A cobiça do sexo, 1981, Mozael Silveira
As taras de todos nós, episódio O uso prático dos pés, 1981, Guilherme de Almeida Prado
A cafetina de meninas virgens, 1981, Agenor Alves
Pecado horizontal, 1982, José Miziara
A noite das taras II, 1982, Ody Fraga e Claudio Portioli
Amor estranho amor, 1982, Walter Hugo Khouri
Tudo na cama, 1983, Antonio Meliande
Flor do desejo, 1983, Guilherme de Almeida Prado
Corpo e alma de uma mulher, 1983, David Cardoso
Erótica, a fêmea sensual, 1984, Ody Fraga
Caçadas eróticas, 1984, David Cardoso e Claudio Portioli
Como salvar meu casamento - s.o.s sex shop, 1984, Alberto Salvá
A dama do cine shanghai, 1987, Guilherme de Almeida Prado
Glaura, 1997, curta, Guilherme de Almeida Prado
A hora mágica, 1998, Guilherme de Almeida Prado   
Onde andará dulce veiga?, 2008, Guilherme de Almeida Prado

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.