Ano 15

Myriam Pérsia

*10 de julho de 1935 - Petrópolis - RJ

Cena de O grande momento, 1958, Roberto Santos
Cena de O grande momento, 1958, Roberto Santos
O cinema italiano do pós-guerra foi marcado pelo neo-realismo, um dos momentos mais importantes do cinema mundial, que colocava o proletariado nas telas sem filtros. No Brasil, dois grandes cineastas dialogaram com o movimento em seus primeiros filmes: Nelson Pereira dos Santos em Rio, 40 graus e Rio zona norte; e Roberto Santos em O grande momento. Nesse último, coube à atriz Myriam Pérsia o principal papel feminino, fazendo par com o ator Gianfracesco Guarnieiri.

Myriam Pérsia iniciou a carreira artística no teatro, com passagens importantes pelo Teatro do Estudante, de Pascoal Carlos Magno, e pelo TBC – Teatro Brasileiro de Comédia. A atriz estreia no cinema em 1957, atuando nos filmes Casei-me com um xavante e Uma certa lucrécia – esse último uma chanchada de sucesso com Dercy Gonçalves. No entanto, foi em filme bem distante do gênero da Atlântida que Myriam Pérsia iria se consagrar no ano seguinte: o emocionante O grande momento, primeiro longa-metragem de Roberto Santos. O filme, um clássico do cinema nacional, lhe dá o Prêmio Governador do Estado de Melhor Atriz.

Myriam Pérsia tem presença constante nas telas nos anos 50 e 60. Chega às novelas em 1968 para participação em Sangue e areia, e intensifica sua carreira na TV, em que atua em cerca de 16 produções. Depois de quase 20 anos longe do cinema, retorna em 1999 no filme O viajante, de Paulo César Saraceni.


Filmografia

Casei-me com um xavante, 1957, Alfredo Palácios
Uma certa lucrécia, 1957, Fernando de Barros
Pista de grama, 1958, Haroldo Costa
O grande momento, 1958, Roberto Santos
O cantor e o milionário, 1958, José Carlos Burle
Sonhando com milhões, 1963, Eurídes Ramos
O beijo, 1965, Flávio Tambellini
Rifa-se uma mulher, 1967, Célio Gonçalves
Viver de morrer, 1969, Jorge Ileli
Um edifício chamado 200, 1973, Carlos Imperial
Banana mecânica, 1974, Braz Chediak
O esquadrão da morte, 1975, Carlos Imperial
Confissões de uma viúva moça, 1976, Adnor Pitanga
A mulata que queria pecar, 1977, Victor di Mello
O sequestro, 1981, Victor di Mello
O viajante, 1999, Paulo César Saraceni 
A distração de ivan, 2010, curta, cavi Borges e Gustavo Melo

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.