Ano 15

Patrícia Scalvi

*11 de novembro de 1954 - São Paulo - SP

Cena de Amor, palavra prostituta, 1980/82, Carlos Reichenbach
Cena de Amor, palavra prostituta, 1980/82, Carlos Reichenbach
O cinema popular da Boca do Lixo nas décadas de 1970 e 80 é um período emblemático do cinema nacional. Há os que as odeiam, como muitos críticos que as acusam de alimentar o preconceito das classes média e alta contra o cinema brasileiro – o povão sempre as adorou – e os defensores de plantão, que vêem nessa corrente um recorte interessante e ainda por ser descoberto em suas intricadas ramagens. Polêmicas à parte, o que se sabe é que o cinema popular revelaram musas para todos os gostos e que se eternizaram nas telas. Entre elas está o talento e a beleza altiva de Patrícia Scalvi.
 
Nascida em São Paulo, Patrícia Scalvi se interessa pelas artes cênicas desde criança e, posteriormente, já como profissional, atua no teatro, na televisão e, sobretudo, no cinema. A atriz estréia nas telas em 1977 no filme Dezenove mulheres e um homem. Dirigido e interpretado por David Cardoso, no filme ela participa de um elenco numeroso, as tais dezenove mulheres, ao lado de outras musas como Helena Ramos e Aldine Muller. Patrícia Scalvi se dedica com afinco ao cinema nacional e soma mais de 30 filmes no currículo, em trajetória que vai dos anos 70 até os anos 90. Em novelas, atua somente anos depois em Meus filhos, minha vida, produção do SBT em 1984. 

Patrícia Scalvi atuou sob a direção de nomes importantes, como Jean Garrett, Fauzi Mansur, Ody Fraga, John Doo, Cláudio Cunha, Antônio Meliande, José Miziara, John Herbert. J. Marreco, e estrela vários filmes de Luiz Castillini - com quem foi casada. Dona de uma presença forte e enigmática, a atriz trabalha também com os autorais Carlos Reichenbach, em Amor, palavra prostituta e O paraíso proibido, e Walter Hugo Khouri, em Convite ao prazer e Eros, o deus do amor

 
Filmografia

Dezenove mulheres e um homem, 1977, David Cardoso
Presídio de mulheres violentadas, 1977, Luiz Castillini e Osvaldo Oliveira
Noite em chamas, 1977, Jean Garrett
Reformatório de mulheres, 1978, Ody Fraga
As amantes latinas, 1978, Luiz Castillini
Ninfas diabólicas, 1978, John Doo
Tara – prazeres proibidos, 1979, Luiz Castillini
Sexo selvagem, 1979, Ary Fernandes
O caçador de esmeraldas, 1979, Osvaldo de Oliveira
Orgia das taras, 1980, Luiz Castillini
A noite das taras’ (1980), de David Cardoso, John Doo e Ody Fraga
Os indecentes, 1980, Antônio Melliande
O fotógrafo, 1980, Jean Garrett
Corpo devasso, 1980, Alfredo Sternheim
Convite ao prazer, 1980, Walter Hugo Khouri
Bacanal, 1980, Antônio Melliande
Amor, palavra prostituta, 1980/82, Carlos Reichenbach
O paraíso proibido, 1981, Carlos Reichenbach
Eros, o deus do amor, 1981, Walter Hugo Khouri
Pornô!, episódio As gazelas, 1981, Luiz Castillini
Como faturar a mulher do próximo, 1981, José Miziara
Duas estranhas mulheres, episódio Diana,1981, Jair Correia
Escrava do desejo, 1981, John Doo
Viúvas eróticas, 1982, Antônio Melliande
Tessa, a gata, 1982, John Herbert
A reencarnação do sexo, 1982, Luiz Castillini
Profissão: mulher, 1982, Cláudio Cunha
Ousadia, episódio A peça,1982, Luiz Castillini
Sexo animal, 1983, Fauzi Mansur
A mulher-serpente e a flor, 1983, J. Marreco
Doce delírio, 1983, Manoel Paiva
Elite devassa, 1984, Luiz Castillini
Instinto devasso, 1985, Luiz Castillini
Eternidade, 1995, co-produção Brasil/Portugal, Quirino Simões

Veja também sobre ela
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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.