Ano 15

Sônia Mamede

*04 de julho de 1936, +05 de abril de 1990 - Rio de Janeiro - RJ

Cena de Duas histórias, 1960, Carlos Manga
Cena de Duas histórias, 1960, Carlos Manga
O Brasil é gigante em talentos cômicos, seja no teatro, na televisão ou no cinema. As chanchadas foram um momento luminoso no cinema nacional para o talento desses artistas, verdadeiros gênios dessa arte, como Oscarito, Grande Otelo e Zezé Macedo. E entre eles está a saudosa Sônia Mamede.  

Sônia Mamede começou sua carreira no teatro, e foi nos palcos que o genial cineasta Carlos Manga, o maior nome das chanchadas ao lado de Watson Macedo, a descobriu. A atriz estreou em Garotas e samba, filme dirigido por Manga em 1957. Segundo Sérgio Augusto, em `Esse Mundo É Um Pandeiro’, ela substituiu Nancy Wanderley e Consuelo Leandro, que haviam recusado o papel. Sônia Mamede torna-se então umas das atrizes preferidas do diretor e atua em mais nove filmes seus - um dos grande momentos é em É a maior. Nessas chanchadas, as deliciosas comédias dos anos 50, a atriz contracenou com o genial Oscarito em vários títulos: De vento em popa, Esse milhão é meu, Duas histórias, Pintando o sete. Outro veículo em que ela se eternizou foi a televisão, em vários programas humorísticos, como Balança, mas não cai – a personagem Ofélia é um clássico do humor, e foi, posteriormente, interpretada por Íris Bruzzi e Cláudia Rodrigues.   

Com o final das chanchadas, Sônia Mamede ainda permaneceu atuando no cinema até o ínício dos anos 90.  José Cajado Filho, Mozael Silveira, Flávio Migliaccio, Alfredo Sternheim e Sílvio de Abreu foram os outros diretores com quem trabalhou. Sílvio de Abreu, que a dirigiu em dois filmes, Elas são do baralho e A árvore do sexo, e é autor de várias novelas de sucesso, a escalou para Jogo da vida, novela global realizada em 1981. 


Filmografia

Garotas e samba, 1957, Carlos Manga
De vento em popa, 1957, Carlos Manga
É a maior, 1958, Carlos Manga
Esse milhão é meu, 1959, Carlos Manga
Pintando o sete, 1959, Carlos Manga
O palhaço o que é?, 1959, Carlos Manga
Duas histórias, 1960, Carlos Manga
O cupim, 1960, Carlos Manga
Cacareco vem aí, 1960, Carlos Manga
Aí vem a alegria, 1960, José Cajado Filho
Jesus cristo, eu estou aqui, 1970, Mozael Silveira
Assalto à brasileira, 1971, Flávio Migliaccio
Assim era a atlântida, 1975, Carlos Manga
Elas são do baralho, 1977, Sílvio de Abreu
A árvore dos sexos, 1977, Sílvio de Abreu
Brisas do amor, 1982, Alfredo Sternheim

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.