Ano 15

Sônia Oiticica

*19 de dezembro de 1918, +26 de fevereiro de 2007 - *Rio Largo - AL

Cena de Pureza, 1940, Chianca de Garcia
Cena de Pureza, 1940, Chianca de Garcia
Uma das damas dos nossos palcos, Sônia Oiticica levou sua arte também para a televisão e para o cinema. Uma das intérpretes prediletas – e dizem, paixão não correspondida - do dramaturgo Nelson Rodrigues, a atriz encenou várias de suas peças e, anos mais tarde, marca presença em uma de suas adaptações para o cinema, Bonitinha, mas ordinária, de Braz Chediak. 

Sônia Oiticica está ligada a alguns dos principais momentos da história do teatro brasileiro, como o Teatro do Estudante, de Paschoal Carlos Magno. A atriz protagoniza em 1938 o clássico Romeu e julieta, de Shakespeare, pela primeira vez produzida no Brasil e dirigida pela lendária Itália Fausta. Entre tantos trabalhos memoráveis nos palcos está a Zulmira de A falecida, de Nelson Rodrigues, em que contracena com Sérgio Cardoso. Na televisão, a atriz estreia em novelas em 1966, em Redenção, em uma carreira televisiva em que atuará em alguns momentos mais luminosos da teledramaturgia moderna,  como Gabriela (1975), Gaivotas (1979), Os adolescentes (1981) e Ninho da serpente (1982), marcos de Walter George Durst, a primeira, e Jorge Andrade, as três últimas. Sônia Oiticica estreia no cinema em 1940 no filme Pureza, sucesso de crítica na época. Realizado pela Cinédia, de Adhemar Gonzaga, o filme é uma adaptação do romance de José Lins do Rêgo dirigida pelo português Chianca de Garcia, que veio ao Brasil especialmente para realizá-lo. 

A década em que Sônia Oiticica mais se dedicou ao cinema foi a de 70, em que atua em filmes diversos como o musical A moreninha – filme que lançou Sônia Braga como protagonista; Cio – uma história de amor, de Fauzi Mansur; e o policial O caso cláudia, de Miguel Borges. Em 1981, atua na adaptação cinematográfica de Bonitinha, mas ordinária, de Nelson Rodrigues, dirigida por Braz Chediak.


Filmografia

Pureza, 1940, Chianca de Garcia
A moreninha, 1970, Glauco Mirko Larelli
Cio – uma verdadeira história de amor, 1971, Fauzi Mansur
O desconhecido, 1977, Ruy Santos
O caso cláudia, 1979, Miguel Borges
Os noivos, 1979, Afrânio Vital
O peixe assassino, 1979, Antonio Margheriti
Bonitinha, mas ordinária, 1981, Braz Chediak
Dora, doralina, 1982, Perry Salles

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.