Ano 15

Itala Nandi

*04 de junho de 1942 - Caxias do Sul - RS

Cena de Prata palomares, 1971/84, André Faria Jr
Cena de Prata palomares, 1971/84, André Faria Jr
Homenageada pelo Festival de Brasília, Ítala Nandi merece mesmo todos os festejos pela bela carreira que vem desenvolvendo nas artes cênicas há mais de três décadas. Atriz emblemática do cinema nacional, levou para as telas sua postura de vanguarda no teatro, no qual ficou conhecida nacionalmente pelo trabalho no Teatro Oficina, e atuando em filmes marginais de Rogério Sganzerla, José Mojica Marins e Rosemberg Filho, além dos cinemanovistas Arnaldo Jabor, David Neves e Joaquim Pedro de Andrade. 

Ítala Nandi começou sua carreira no teatro em Porto Alegre. Ainda no início da década de 1960 vai para São Paulo, onde integra-se ao Teatro Oficina e participa, entre outras, do marco O rei da vela, cujo registro chega aos cinema muitos anos depois. Nesse veículo, entre outros de seus feitos, está o primeiro nu frontal no teatro brasileiro. Sua estreia no cinema nacional foi no anárquico e cult O bandido da luz vermelha, em 1969. Já seu primeiro grande sucesso é Os deuses e os mortos, de Ruy Guerra, que lhe dá o prêmio Coruja de Ouro.

O encontro com o cinema sofisticado de Joaquim Pedro de Andrade rende-lhe duas produções de prestígio: Guerra conjugal, em 1975 – pelo qual é premiada com ´Air France`; e em O homem do pau Brasil, em 1982. Ítala Nandi fez poucos trabalhos na TV, com constância só a partir do final de década de 90 - alguns destaques são as novelas Que rei sou eu? (1989), de Cassiano Gabus Mendes, e Pantanal (1990), de Benedito Ruy Barbosa. Sempre privilegiou o cinema, chegando, inclusive, à direção com In vino veritas (1982), documentário sobre a colonização italiana no sul do país, sua região natal, e India – o caminho dos deuses (1990).


Filmografia

O bandido da luz vermelha, 1969, Rogério Sganzerla
América do sexo,` (1969), de Luiz Rosemberg Filho, Flávio Moreira da Costa, Rubem Mais, Leon Hirszman
Ritual dos sádicos, 1970, José Mojica Marins
Os deuses e os mortos, 1970, Ruy Guerra
Pindorama, 1970, Arnaldo Jabor
Juliana do amor perdido, 1970, Sérgio Ricardo
Prata palomares, 1972, de André Faria
Roleta russa, 1972, Bráulio Pedroso
Os homens que eu tive 1973, Teresa Trautman
Sagarana, o duelo, 1973, Paulo Thiago
Pecado na sacristia, 1975, Miguel Borges
A cartomante, 1974, Marcos Farias
Guerra conjugal, 1975, Joaquim Pedro de Andrade
Noite sem homem, 1976, Renato Neumann
Barra pesada, 1977, Reginaldo Faria
O cortiço, 1978, Francisco Ramalho Jr.
Amor e traição, 1979, Pedro Camargo
Muito prazer, 1979, David Neves
Luz del fuego, 1982, David Neves
O homem do paul Brasil, 1982, Joaquim Pedro de Andrade
In vino veritas, 1982, Itala Nandi - direção
O rei da vela, 1983, José Celso Martinez Correia e Noilton Nunes
Índia, o caminho dos deuses, 1990, Itala Nandi - direção

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.
Sala 
 Ana Carolina
Cineasta de assinatura personalíssima e de filmografia inquietante.