Ano 15

Ana Rieper

*29 de maio de 1975 - *Rio de Janeiro - RJ


A cineasta Ana Rieper nasceu em 29 de maio de 1975 no Rio de Janeiro. Graduada em Geografia pela UFF – Universidade Federal Fluminense -, também estudou Cinema, ainda que não tenha terminado o curso.

Entre 1998 e 2002 muda-se para Aracaju, Sergipe, ao ser convidada pela ONG Sociedade Canoa de Tolda, que tinha um trabalho com as populações ribeirinhas do baixo rio São Francisco. Essa mudança para o Nordeste vai marcar definitivamente sua carreira de cineasta.

O primeiro filme que dirigiu foi ainda na faculdade de Cinema, Saara, documentário sobre região do centro do Rio de Janeiro, realizado em 1998, e premiado em festivais - Melhor Filme – II Festival do Filme Etnográfico e Antropológico de Belo Horizonte (atual forumdoc.bh) e Melhor Direção – I FESTCINE, também em Belo Horizonte.

Estreia em longas em 2002 com Na veia do rio, documentário sobre uma história íntima das populações ribeirinhas do baixo rio São Francisco. Em 2005, dirige o média-metragem Positivismos, documentário para a exposição “A Medicina Brasileira e sua Relação com a Medicina Francesa”.

Depois, realizada mais dois curtas: Veluda (2005), sobre maternidade e ecologia no baixo rio São Francisco - Menção Honrosa - Mostra do Filme Livre; e Mataram meu gato (2006), documentário sobre o processo de remoção e transferência de favelas no Rio de Janeiro - Menção Honrosa no Prêmio Pierre Verger, em 2008.

O grande sucesso da carreira de Ana Rieper, e que a projetou para a crítica e o público, é o documentário Vou rifar meu coração (2011), em que reúne nas telas tanto artistas famosos, como Wando, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo e Odair José, como anônimos de Sergipe, para falar sobre música brega e sexualidade no sertão.

Lançado no Festival de Brasília, Vou rifar meu coração causou polêmicas devido à participação do cantor Lindomar Castilho, sem que se fizesse menção ao fato de ele ter assassinado a esposa. Ana Rieper se defendeu, dizendo que não se ateve às biografias dos participantes do filme e nem a fazer julgamento moral sobre os entrevistados.




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 Ana Carolina
Cineasta de assinatura personalíssima e de filmografia inquietante.