Ano 15

Conchita de Moraes

*27 de setembro de 1885, +09 de outubro de 1962 - *Santiago - Cuba

Cena de Bonequinha de seda, 1936, Oduvaldo Vianna
Cena de Bonequinha de seda, 1936, Oduvaldo Vianna
Conchita de Moraes deixou seu talento registrado no cinema brasileiro.

Conchita de Moraes é de família de artistas – do clã a mais famosa é a filha, uma das Grandes Damas do Teatro, Dulcina de Moraes. Radica-se no Brasil no início da juventude e começa carreira artística no país no teatro – Almas do outro mundo marca sua estreia nos palcos e atua em outras peças como Tia Mame, O rei dos piratas e Esta noite choveu prata. Durante toda a sua trajetória, o teatro será o espaço central da sua carreira,  atuando em muitas produções e em diversas companhias, como na companhia da filha e do genro, Cia Dulcina-Odilon: – As meninas barranco (1950) e Irene (1951) são alguns desses espetáculos. Pioneira também na TV, atua, na década de 1950, no Grande Teatro Tupi. No cinema, a atriz está creditada na ficha técnica de Amor de perdição, filme inacabado do pioneiro diretor gaúcho Francisco Santos. Sua estreia nas telas é em Bonequinha de seda (1936), dirigida por Oduvaldo Vianna. Superprodução da Cinédia, de Adhemar Gonzaga, Bonequinha de seda é protagonizado pela atriz, e depois cineasta, Gilda de Abreu, e foi grande sucesso de público. No filme, a atriz faz o papel de Madame Valle, avó da protagonista, pobre filha de uma alfaiate que se faz passar por francesa abastada.

Conchita de Moraes atua em Grito da mocidade (1937), de Raul Roulien, e depois interpreta Madame Larrouse em O bobo do rei (1936), filme dirigido e protagonizado por Mesquitinha. Ainda na década de 30, atua em Bombomzinho (1938), de Joracy Camargo. Em Pureza (1940), a atriz volta a trabalhar em filme da Cinédia, dessa vez dirigida por Chianca de Garcia, em que interpreta a empregada Felismina. O filme seguinte é 24 horas de sonho (1941), de Chianca de Garcia, que reúne toda a família: Dulcina de Moraes e Odilon Azevedo são os protagonistas, em elenco que conta também com os pais da atriz, Átila Moraes e Conchita, ele como o Conde Guilherme Stanley, e ela como a camareira.


Filmografia

Bonequinha de seda, 1936, Oduvaldo Vianna
Grito da mocidade, 1937, Raul Roulien
O bobo do rei, 1936, Mesquitinha
Bombomzinho, 1938, Joracy Camargo
Pureza, 1940, Chianca de Garcia
24 horas de sonho, 1941, Chianca de Garcia

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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.