Ano 15

Maria Gladys

*23 de novembro de 1939 - Rio de Janeiro - RJ

Cena de A agonia, 1976, Julio Bressane
Cena de A agonia, 1976, Julio Bressane
Ao lado de Helena Ignez, Maria Gladys é uma das musas eternas do Cinema Marginal, movimento de vanguarda do cinema brasileiro que surgiu no final da decada de 1960 e que tem entre os expoentes os cineastas Rogerio Sganzerla e Júlio Bressane. De Bressane é estrela permanente - no caso do Cinema Marginal o mais apropriado é anti-estrela - e um dos maiores signos de seu cinema - além de ser musa também do cinema de Neville D´Almeida.

A trajetória de Maria Gladys começou no teatro na década de 50, onde passou pelas mãos dos geniais Gianni Ratto e Ziembinski. No início da década seguinte, seu primeiro filme a chegar as telas é Por um céu de liberdade, do lendário Luiz de Barros, o Lulu. Maria Gladys é presença inesquecível no clássico do Cinema Novo, Os fuzis, de Ruy Guerra, em que tem uma interpretação contida e elaborada. No entanto, foi o movimento opositor a ele, o experimental Cinema Marginal, que alçou a atriz a postura de diva, e do qual ela foi a perfeita tradução pelo tipo exasperado, escrachado e libertário. Sua estreia no movimento em O anjo nasceu de Bressane ja nasceu clássica.

Maria Gladys tem uma carreira extensa no cinema, com um curriculo de mais de 30 filmes. Como só foi para as novelas duas décadas depois de estrear no cinema,desenvolveu na telona uma trajetória importante - um grande momento na TV é como Lucimar em Vale tudo (1988). Além dos essenciais Bressane e Sganzerla, marcou presença em filmes de cineastas importantes como Miguel Borges, Antonio Calmon, Domingos de Oliveira, Hugo Carvana, Jose Sette de Barros, Paulo Cesar Saraceni e Walter Lima Jr. Com Neville D´Almeida se torna também musa de seu cinema atuando em vários filmes do cineasta, inclusive com vários personagens em Matou a família e foi ao cinema, a segunda versão realizada pelo diretor do clássico de Bressane. Em 2008, Maria Gladys foi tema do belo longa Vida, de Paula Gaitán.


Filmografia

Por um céu de liberdade, 1961, Luiz de Barros
Bonitinha, mas ordinária, 1963, Billy Davis
Os fuzis, 1964, Ruy Guerra
Canalha em crise, 1965, Miguel Borges
Um diamante e cinco balas, 1966, Libero Luxardo
Todas as mulheres do mundo, 1967, Domingos de Oliveira
Copacabana me engana, 1968, Antonio Carlos Fontoura
Edu, coração de ouro, 1968, Domingos de Oliveira
Como vai, vai bem?, episódio O apartamente, 1969, Alberto Salvá
O anjo nasceu, 1969, Julio Bressane
Sem essa aranha, 1970, Rogerio Sganzerla
A familia do barulho, 1970, Julio Bressane
Cuidado madame, 1970, Julio Bressane
Sangue quente em tarde fria, 1970, Fernando Campos e Renato Neumann
Meu pé de laranja lima, 1970, Aurélio Teixeira
É simonal, 1970, Domingos de Oliveira
O donzelo, 1970, Stefan Wohl
Lucia mcCartney, uma garota de programa, 1971, David Neves
Piranhas do asfalto, 1971, Neville De Almeida
Mangue bangue, 1971, Neville de Almeida
O capitao bandeira contra o doutor moura brasil, 1971, Antonio Calmon
A agonia, 1976, Júlio Bressane
Bandalheira infernal, 1976, José Sette de Barros
Anchieta, josé do Brasil, 1977, Paulo Cesar Saraceni
O gigante da américa, 1978, Julio Bressane
Maria gladys, uma atriz brasileira, 1979, curta, Norma Bengell
Rio babilônia, 1982, Neville D’Almeida
Bar esperança, 1983, Hugo Carvana
Um filme 100% brasileiro, 1985, Jose Sette de Barros
Brás cubas, 1985, Julio Bressane
Os bons tempos voltaram: vamos gozar outra vez, epsódio Sábado quente, 1985, Ivan Cardoso
O bebê, 1987, curta, Ana Maria Magalhães
Natal da portela, 1988, Paulo Cesar Saraceni
A grande arte, 1991, Walter Salles
Matou a família e foi ao cinema, 1991, Neville D’Almeida
Geraldo voador, 1994, curta, Bruno Vianna
O monge e a filha do carrasco, 1995, Walter Lima Jr.
Apolônio Brasil, campeão da alegria, 2003, Hugo Carvana
Se eu fosse você, 2006, Daniel Filho
Meu nome é dindi, 2007, Bruno Safadi
Pequenas histórias, 2007, Helvécio Ratton
A casa da mãe joana, 2008, Hugo Carvana
Se eu fosse você 2, 2009, Daniel Filho
A alegria, 2010, Felipe Bragança e Marina Meliande
Se eu fosse você 3, 2013, Daniel Filho

Veja também sobre ela
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Sala 
 Isabel Ribeiro
Presença luminosa nas telas, brilhou no cinema, teatro e televisão.